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Victoria ([personal profile] thetrooper) wrote2012-12-01 05:19 pm

Jason drabble

 Jason Todd centred - Angst. pt-br

Numa tarde como esta, cinza e chuvosa, Jason sentou-se em uma cadeira ao lado de sua cama, e passou a encarar a janela. Em dia como esses, quando o vazio é maior que o sentir, tentou pensar em algo para ocupar sua mente. Já estava cansado de raiva, de ranger os dentes, de bancar o descontente. O rancor do passado nada iria trazer para o futuro. Que futuro? Não tem o que fazer, porque não tem o porquê fazer. O que é a solidão, se não tem alguém para fazer falta? É tedioso pensar nisso, mas se está pensando, é porque não sente. 
Sempre foi condicionado a pensar antes de sentir, embora sentisse antes de pensar. Tentou, mesmo sabendo que nunca ia preferir o pensar, antes de sentir. Queria mesmo, era que fosse preferência, e não condição. Ficou irritado, apertando os olhos e chutando um balde próximo a porta. Tudo isso é muito irritante. Sentir. Pensar.
E principalmente, não saber se alguém pensa nele, ou sente por ele. As vezes pergunta-se se precisava disso. Fraqueza é depender de alguém. Só não sabia se essa fingir auto-suficiência era melhor do que admitir fraqueza. Nunca! Jamais admitiria fraqueza. Só admite quem realmente acredita nela. Não existe fraqueza, e sim, condição. Sempre há condição de virar o jogo. Mas para qual lado? 
Não chegaria nem a dizer que entre o bem e o mal a linha é tênue, porque essa definição só cabe à aqueles que realmente creem em maniqueísmo. E certamente já havia passado por provas demais para certificar-se de que não passa de ingenuidade. Não era nem questão de porquê viver ou estar ali. Era só um momento, uma resposta, incapaz de encontrar. Nem sabia se precisava mesmo de um nome. Estava irritado demais para se importar com isso. Porém não podia ser qualquer coisa. Se esse fosse o problema, abriria a porta da geladeira para dar fim ao tédio.
Era uma questão de reconhecer e entender se é reconhecido. Uma droga. Por que diabos tinha começado com isso mesmo? A dúvida provém da falta de deveres, do ócio improdutivo. Se era sozinho, se importava-se com isso - ou se isso fazia alguma diferença. Podia contar com alguém? Estava isolado ou havia ele mesmo se isolado? Todas aquelas palavras banhadas em ódio, o faziam sentir completamente esdrúxulo agora. Muito esdrúxulo. Quanto tempo passou depois do fim? E por que fim e não recomeço? Merda. Estava cansado.
Não queria, mas sabia. Admitir que precisa de alguém, que quer ser alguém, e que sente falta de fazer parte de algo. Mas para quem? Para família que deixou para trás? Por que agora teria que atravessar a imensa parede de moral que os dividia? Moral não existe. Era só dizer e pronto. Moral é apenas um vocábulo presente na fala dos fracos. Limites, talvez. Mas e se o limite fosse sentir-se sozinho e não voltar atrás? Só não volta atrás aquele que é idiota demais para admitir que errou. Mas tinha errado? Todas essas verdades que tinha, por que tinha? Basear-se em meras crenças, em sensos de justiça. Tudo isso até tirar a máscara. Sem a máscara, não era ninguém. Ou não sabia quem era. Talvez não quisesse saber. O que queria mesmo, era entender o vazio. Vazio cheio de dor. Implorando por alguém, alguma coisa. Não algo em acreditar, mas quem sabe alguém para confiar. Ah, diabos! Por que sempre voltava nessa questão?

Não sabia. Não sabia fingir que não sentia, não sabia nem o que sentia, ou se fingia sentir.

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I dont know if I can't or I just dont want to write sad things in english.
sorry.